Formação de glicose no Jejum breve


#1

Por que a professora do módulo de bioquímica afirma que no jejum breve, para que ocorra a formação de glicose (fundamental para o cérebro e células sanguíneas) é preciso acontecer a gliconeogênese? Isso exclui a glicogenólise? São processos sucessivos? Simultâneos? Como isso ocorre?


#2

Oi, @Raphael_Carvalho! Tudo bem? Vamos por partes…

O jejum começa entre 2 a 4h após uma refeição (isso depende de quanto carboidrato que você ingeriu naquela refeição). Nesse período, a glicose sanguínea retorna ao níveis basais e a glicose deve ser mantida nessa concentração até a próxima refeição.

Para que isso ocorra, os níveis de glucagon irão aumentar e são essas mudanças hormonais (diminuição de insulina, aumento de glucagon) que levarão a uma primeira resposta em que o fígado irá degradar glicogênio (glicogenólise) e a liberar glicose para o sangue. Simultaneamente ao início da glicogenólise, ocorre o sinal para desencadear a gliconeogênese (formação de glicose a partir de compostos não-carboidratos). Portanto, ambos os processos são simultâneos, afinal, vamos lembrar que o que leva o nosso corpo iniciar ambas as rotas é essa diminuição de insulina e aumento de glucagon.

Vale lembrar que a liberação de glicose via glicogenólise é muito rápida, pelo fato da molécula de glicogênio ser altamente ramificada e isso facilita a liberação da glicose do polímero. Porém, essas reservas são limitadas, e conforme o jejum progride, a gliconeogênese vai se tornando mais acentuada.

Basicamente é isso, os processos são simultâneos.

Tem também o capítulo “Jejum” do livro Bioquímica Médica Básica de Marks, que é muito bom!

Abraço!!